"Nada parece impossível a alma que ama". (Santa Terezinha do Menino Jesus)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

ORAÇÃO NA COMUNIDADE

“Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, nas reuniões em comum, na fração do pão e nas orações”. (At 2, 42)

a comunidade é o nosso tesouro, lugar dos servos do Senhor, por isso servo que não vai a missa, não deve exercer um ministério. Para que isso não pareça uma imposição, vamos entender o por quê desta afirmação. Primeiramente, os ministérios existem para a comunidade e não para o servo, já que eles são para a edificação da Igreja. Além disso, é a comunidade que atesta o ministério de cada um de nós. Isso significa dizer que o núcleo do grupo observou-nos, orou e obteve do Senhor a confirmação para que pudéssemos exercer o ministério e, ao fazê-lo, a comunidade colhesse frutos saborosos e autênticos.

É no Grupo, Cenáculo de Pentecostes, que acontece o batismo no Espírito Santo, e sem este não podemos servir como convêm. É promessa de Deus que se cumpre a cada semana, independentemente da atuação das pessoas. Uma só coisa é necessária: nosso coração aberto ao derramamento que se dá e às transformações que o Espírito Santo quer realizar em nós.

É orando em comunidade que recebemos o sustento e amor do irmão, que vamos perdendo o medo de servir e de proclamar as maravilhas do Senhor. É no grupo de oração que nos abastecemos para melhor exercermos o nosso chamado, já que a graça que é derramada no grupo se estende por toda a semana, inclusive para a reunião do grupo de intercessão. Quando se fala em reabastecer-se, significa dizer que devemos, como intercessores, participar do grupo de oração. No dia da reunião de oração é o Núcleo quem serve, inclusive na intercessão, pois ele é a célula principal do grupo de oração.

Estando presente nele, podemos conhecer melhor as necessidades tanto do grupo, quanto das pessoas que ali vão e levar para ao grupo de intercessão, onde na presença do Senhor, clamaremos por essas necessidades e O louvaremos por tudo o que deseja realizar.

O QUE IMPORTA É PROSSEGUIR DECIDIDAMENTE

“Contudo, seja qual for o grau a que chegamos, o quê importa é prosseguir decididamente” (Fl 3, 16)

O Senhor tem o desejo de reunir o seu rebanho. Aquelas ovelhas que Ele chamou para ajudar no seu aprisco. Não podemos esquecer que somos pastores, mas também ovelhas. Somos servos, mas também precisamos de cuidados.

Somos, por isso, convocados a ir ao Encontro de Coordenadores e Ministérios que acontecerá neste mês em Brasília – DF. Esse é o lugar onde Deus deseja reunir suas ovelhas para que possa realizar suas promessas para o nosso ministério. É lugar de partilha, aperfeiçoamento, aprendizagem, onde seremos sustentados por Deus e pelos irmãos que vivenciam experiências como as nossas, passando por problemas e tendo anseios semelhantes.

É lugar de a graça de Deus acontecer, pois quando os seus intercessores se reúnem, Ele os leva a oração e à manifestação do seu poder, tornando possível contemplarmos prodígios e milagres que há muito deseja realizar.

Deus nos pede neste início de ano, que prossigamos decididamente, e isso significa que não podemos nos acomodar achando que já sabemos tudo ou que já não há mais nada a aprender, pois o Espírito Santo faz novas todas as coisas. E Ele deseja fazer novos, a nossa vida, o nosso ministério e a nossa oração.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Oração Pessoal: Dialogo com Deus


“Os onze discípulos foram para a Galiléia, para a montanha que Jesus lhes tinha designado. Quando o viram, adoraram-no”. (Mt 28, 16 – 17a)

Precisamos de intimidade com o nosso Deus tanto na nossa vida pessoal quanto na nossa vida comunitária. Por isso, mergulharemos mais profundamente nesses dois temas importantes, começando pela oração pessoal.

Oração é diálogo, onde nós falamos e ouvimos nosso Deus. Ela deve nos levar a três encontros de amor. Ao encontro conosco mesmo, onde Deus revela-nos nossas limitações e fraquezas, retira nossas máscaras para que possamos nos convencer e vencer o nosso pecado, tornando-nos, assim, servos mais maduros para a sua obra.

Leva-nos ainda, a um encontro com Ele, onde passamos a conhecê-lo melhor, a reconhecer sua voz de pastor, passando a termos mais intimidade dEle. Na oração nós falamos das nossas coisas para Deus e Ele fala das coisas dEle para nós. Afinal, Ele quer nos revelar grandes coisas misteriosas que ignoramos (cf Jr 33, 3).

E, por fim, no ministério a que fomos chamados, somos levados ao encontro com o outro através do serviço ao irmão, com o coração repleto de amor e compaixão.

Durante toda a sua vida, Jesus se retirava para orar. Assim também deve acontecer conosco. Por isso, o Senhor nos faz um pedido, de que a cada dia possamos subir a montanha, que é a nossa oração pessoal, na certeza que Ele sempre estará nos esperando, pois sua promessa é clara: “Eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28, 20b). E, ao vê-lo, devemos ter sempre uma atitude de adoração e louvor.

Precisamos diariamente de um momento na presença de Deus, pois sem intimidade não conseguimos fazer a Sua vontade. Nossa vida fica sem rumo e sem unção. Deve ficar claro para nós: servo que não pergunta a Deus o que fazer, faz as coisas de forma humana.

Precisamos de uma visão mais ampla e é na oração pessoal que isso vai acontecendo. Deus tem um plano a realizar e necessita de um intercessor que tenha intimidade com Ele, assim como fez com Abraão antecipando o que iria fazer (cf. Gn 18, 17). Por isso, nada pode impedir que nos aproximemos do Senhor, nem a Sua obra, pois muitas vezes fazemos tantas coisas para Deus que não temos tempo para Ele.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Juventude, um perfil que inquieta.


Depois do caso Eloá e Lindemberg me coloquei a pensa na juventude de hoje...
O que tem acontecido? Existe um culpado? E o que fazer para que essa realidade mude...
Leia e Reflita

É verdade que muitos preocupam-se com eles. Mas também é verdade que poucos os conhecem. E porque não os conhecem, freqüentemente, nossa mensagem não os atinge. Quando isto acontece fazemos mil críticas e os responsabilizamos pelos nossos fracassos. E até sentimos ciúmes ou inveja porque a mídia, a tecnologia e até mesmo os vícios e a violência lhes são mais atraentes.

Um de nossos defeitos é pensar que os jovens de 2002 são os mesmos de 1990 ou de décadas passadas. Somos diferentes de nossos avós, e também eles são diferentes de nós. Não podemos tratá-los como fomos tratados. E isto tem a ver com nossa ação enquanto, sociedade, igreja, escola e família.
Nossa juventude é generosa e solidária. Dispõe-se a trabalhos e campanhas quando há liderança e motivação. Podemos contar com sua força no atendimento aos pobres e necessitados. Nas passeatas e protestos.

É, também, extremamente tolerante. Tolera pais e familiares bêbados, irmão viciado, infidelidades conjugais. Tolera governantes injustos. O que por um lado é positivo, pois revela sua capacidade de conviver com realidades múltiplas e contraditórias. E o lado negativo é que torna a convivência extremamente desgastante, chegando a ponto do comodismo, da apatia e da indiferença.

Outro elemento, é que mesmo fragmentada há uma consciência ecológica. Estão preocupados com a vida de nosso planeta terra. E muitos se envolvem em projetos a favor da preservação e da reconstrução de toda a natureza.
A juventude está na mídia. Os meios de comunicação a venera e a idolatra. Tem uma presença garantida em todas as programações. Aliás, aparência jovem é uma meta que esta mesma mídia nos impõe. Basta observar a infinidade de produtos que querem nos fazer descer goela abaixo. A juventude é a primeira clientela-alvo do consumismo.

Por outro lado, temos uma juventude estressada. A sociedade faz muitas cobranças, não lhe dá condições. Só lhe oferece um futuro de muitas inseguranças. Em época de vestibular esta realidade é mais visível. Outro fenômeno é que muitos estão na segunda ou terceira faculdade e ainda não conquistaram o seu lugar no mercado de trabalho.

Um outro aspecto é que gente de nossa idade ainda não conheceu a droga, e o mesmo não acontece com os jovens hodiernos que são assediados em praças e avenidas, escolas e clubes. Uns são heróis e resistem, enquanto que outros entram na onda, e adentram por um caminho quase sem volta.

Sua sexualidade é outra questão que merece nossa atenção. São, ao nosso julgamento, prematuros e inconseqüentes. E o saldo de tantas experiências são os traumas que carregam pelo resto da vida. Na adolescência já tiveram sua primeira experiência sexual. O que torna difícil discursar sobre a virgindade, fidelidade ...

Mas é, principalmente a geração do “depende”. Tudo é relativo. Hoje fica, amanhã não fica mais. Casa e descasa. Ordena e desordena. Assume compromisso e logo descompromete. Tudo é provisório. “Se não me faz sentir bem vou logo partindo para outra”. Aqui surge o desafio do compromisso com os valores humanos, morais e religiosos. Como apresentá-los é a grande questão que se nos impõe.

Se de um lado o jovem da classe média recebe muito dinheiro e oportunidades. Mata índio e garçom, de outro, o jovem pobre não tem dinheiro para nada. Tem que trabalhar para comer e se auto sustentar. Antes de pensar em vocação, profissão ou estudos tem que pensar na sobrevivência sua e da família.

É uma juventude apática, sem sabor, sem sonhos e utopias. Não tem visão do futuro e ignora o passado. Basta perguntar pela história dos avós. Seus nomes completos, idades ... Não sabem dar notícias do passado. O que nos faz perceber que ser jovem é ser mártir. Há muito sofrimento, e não é pequeno o número dos que estão perdidos pelas alamedas da vida.

Em termos de religião também há muitas diferenças. Nossa religião é a de nossos pais. Foi a herança que recebemos. Os jovens de hoje não estão preocupados com a herança religiosa e nem sempre a recebe. Muitos já fizeram verdadeiras maratonas. Passearam pelo mundo do esoterismo e do cientificismo. Percorreram as veredas das mais variadas expressões religiosas. Algumas realmente pertinentes, mas tantas outras sem fundamentos sólidos e a serviço de um sistema escravizante, porque não leva em conta a totalidade do ser humano. Na maior parte da vezes espiritualizante e alienante.

Este é o rosto, ao menos em parte, de nossa juventude: vida sexual precoce; dificuldades financeiras; na mira do traficante; geração do “depende”; sem passado nem futuro; indiferente à reflexão; de cultura superficial e já mergulhada numa salada religiosa nefasta.

Tudo isso nos faz concluir que não é fácil trabalhar com esses irmãos mais novos. No entanto, o desafio nos dá o direito de escapar ou de simplesmente condená-la com nossos preconceitos: “são vazios”.

Existem caminhos alternativos e devemos percorrê-los. A juventude espera por nós e não podemos nos amedrontar. Temos que nos aproximar: o caminho é o do coração. Eles necessitam de nosso amor e carecem de nosso tempo. Por isso, que lidar com jovens pressupõe capacidade de amar. E é bom lembrar que ninguém é privado de coração, mas também é certo que poucos sabemos amar. Além do mais temos que recordar que é necessário uma proporção entre coração e cabeça, entre afeto e racionalidade. A ausência de um desumaniza e produz monstros. Quem não é capaz de amar, não atrai para o amor. E nossa juventude é pouco amada e muito cobrada. Quem gosta de ser cobrado? Ninguém.

Ela necessita de modelos, e sem medo devemos apresentar Jesus Cristo, que é o paradigma por excelência. Ele soube conjugar com sabedoria a fé e a razão, a ternura e a firmeza, a compaixão e a justiça.

Finalmente, se nos deparamos com uma juventude perdida, lunática, violenta, consumista e erotizada é porque os modelos em evidência a atrai. E ficar, com saudades das lideranças que já cumpriram o seu papel, como Gandhi, Luther King, Helder Câmara, Paulo Freire, Tereza de Calcutá, Dulce, Betinho pouco adiantará. Faz-se necessário, com um jeito novo, ousado e em comunidade encontrar novas soluções afetivas e efetivas para os problemas de hoje. Receita? Não temos. Há quem diz que é “caminhando que se faz caminho”. E tempos de crise é preciso lutar contra as algemas, sonhar e construir um jeito novo de viver e conviver. Na esperança, não tenhamos medo de propor valores e desafios.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

"Vamos lutar para que o Espírito Santo aconteça em nossas famílias"


“Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família”. (At 16, 31)

Hoje iremos refletir quão importante é intercedermos pelas famílias.

Temos visto como satanás tem agido contra as famílias, seja destruindo-as de uma só vez, seja semeando o joio do ódio, da falta de perdão e da competição em seu meio. Ele tem deturpado o plano de Deus para as famílias. Devemos, então, estar atentos para nos colocarmos em combate.

Isso tem acontecido inclusive entre nós, servos. Para alguns, a família é como um ídolo que os impede de servir a Deus. Para outros, ela é colocada de lado em “prol” da Sua obra. Qualquer que seja a situação, nossa intercessão tem que alcançar a todos para que a vontade de Deus aconteça nas famílias.

Precisamos refletir: como intercessores, temos orado por nossas famílias em nossa oração pessoal? Temos orado pelas famílias das pessoas que freqüentam nossos grupos de oração? Se isso não vem acontecendo, é o momento de começarmos a lutar para que o Espírito Santo venha e Pentecostes aconteça nas famílias!

Os alicerces do intercessor.

“Assim acontece à palavra que minha boca profere: não volta sem ter produzido seu efeito, sem ter executado minha vontade e cumprido sua missão”. (Is 55, 11)

Vimos que a oração nos aproxima de Deus e nos torna mais íntimos dEle. Mas ela é uma das partes do tripé que alicerça nossa vida de intercessores. As outras duas são: a Palavra de Deus e os Sacramentos.

O intercessor necessita conhecer a Sagrada Escritura, pois nela estão contidas as promessas de Deus. Não somente conhecer a Palavra, mas experimentá-la em sua vida e nos momentos de intercessão, para manter desperta a memória do Senhor (cf. Is 62, 6) com relação a essas promessas. Jesus é a palavra encarnada, por isso devemos exercer nosso ministério na força e no poder da Palavra de Deus, pedindo sempre ao Espírito Santo que nos dê o dom do entendimento para podermos compreendê-la.

No Catecismo da Igreja Católica encontramos que “nos sacramentos é Cristo que age pelo Espírito Santo e para a Igreja” (nº 1120). Por isso, todos eles são muito importantes para nós, tendo os sacramentos da Eucaristia e da reconciliação um lugar todo especial em nossa vida. A Eucaristia é nosso alimento espiritual, que nos fortalece para o serviço. E como nossos pecados colocam uma barreira entre nós e Deus (cf. Is. 59, 2), devemos buscar, sempre que necessário, o sacramento da reconciliação para sermos pontes, livres de obstáculos, na vida dos irmãos.

Acredite...Ou seja, surdo.



Era uma vez uma corrida...De sapinhos! O objetivo era atingir o alto de uma grande torre. Havia no local uma multidão assistindo. Muita gente para vibrar e torcer por eles. Começou a competição. Mas como a multidão não acreditava que os sapinhos pudessem alcançar o alto daquela torre, o que mais se ouvia era:
"Que pena!!! Esses sapinhos não vão conseguir...
...não vão conseguir..."
E os sapinhos começaram a desistir. Mas havia um que persistia e continuava a subida em busca do topo...A multidão continuava gritando: “... que pena! Vocês não vão conseguir!...” •E os sapinhos estavam mesmo desistindo, um por um...
Menos aquele sapinho que continuava tranqüilo, embora cada vez mais arfante.
Já ao final da competição, todos desistiram, menos ele... A curiosidade tomou conta de todos. Queriam saber o que tinha acontecido... E assim, quando foram perguntar ao sapinho como ele havia conseguido concluir a prova, aí sim conseguiram descobrir... Que ele era surdo!

Reflita sobre isso e deixe no comentário sua reflexão para nós...
A paz de Jesus esteja com todos vocês...

CONHECENDO O GRUPO



Grupo nascido dos sonhos mais intimos de Deus.
Somos 13 pessoas entre homens e mulheres em busca da conversão interior que todo nos devemos sofrer para unir-se ás coisas superiores através do equilibrio e do trabalho em servir ao irmão. Estamos sendo direcionados pela Comunidade de Vida Querigma de São Carlos e já estamos na 3º parte do projeto de Evangelização.

Já nos auto conhecemos, estudamos a biblia e agora estamos usando os carismas do Espirito Santo.